Nascido em Taiwan, o artista se propôs a fazer projetos bem radicais.
As performances de um ano foram compostas por uma sequência de desafios
de extrema dificuldade física e mental que o artista criou. Colocando-se em
situações limite que levantam indagações sobre as fronteiras entre a
experiência artística e as vivências cotidianas, Tehching Hsieh foi responsável
pela elaboração de uma das obras mais radicais produzidas na cena artística
contemporânea. Seus cinco primeiros trabalhos tiveram duração de um ano cada.
Na primeira de suas Performances
de Um Ano, Tehching Hsieh permaneceu confinado em uma cela em seu estúdio, sem
ler, escrever, conversar, escutar rádio ou ver televisão.
Entre os anos de 1980 e 1981, comprometeu-se a registrar, com um
relógio-ponto, todas as horas do dia ao longo do período de um ano.
Entre os anos 1981 e 1982, passou 365 dias vivendo nas ruas de Nova York
sem entrar em nenhum espaço coberto.
Na terceira experiência, datada dos anos 1981 e 1982, passou 365 dias
vivendo nas ruas de Nova York sem entrar em nenhum espaço coberto.
Entre 1983 e 1984 o artista ficou amarrado a uma mulher, a também
artista Linda Montano, sem poder tocá-la.
Sua última performance de um ano, realizado entre 1985 e 1986, anunciava
um distanciamento do mundo da arte e levou o artista a permanecer um ano sem
ler, ver, fazer ou falar sobre arte.
A partir de então,Tehching Hsieh
propôs-se a viver treze anos produzindo arte sem mostrá-la – até completar 49
anos, quando, na virada do milênio, concluiu seu plano e deixou,
definitivamente, de atuar como artista.










